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1970

1971

António Lino

António Lino

n.1914 em Guimarães
viveu até 1996

Ateliê de Escultura 2, de 1970 a 2013


Formação

1936-1946 | Escola Superior de Belas-Artes do Porto, Curso de Pintura
1954 | Bolseiro do governo italiano, estudo da arte religiosa, com enfoque na pintura mural do Trecento e do Quatrocento

Sobre o artista

Discípulo do pintor Dordio Gomes, do escultor Teixeira Lopes e do pintor Acácio Lino, finalizou o curso acumulando a frequência das aulas com o cargo de professor na Afurada, em Gaia.  Em Lisboa, lecionou na Escola de Artes Decorativas António Arroio (até 1949) e trabalhou nos ateliês dos escultores Martins Correia e Lagoa Henriques. Nos anos 60 prestou provas no concurso para professor na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, na qual foi docente (1964-anos 80).

Viajou por Espanha, França e Itália (1951), dedicando-se depois à descoberta e estudo da arte pré-histórica em Espanha e França (1952-1953). Depois, seduzido pelos vitrais medievais franceses, frequentou a Escola de Mosaico de Veneza e, na Alemanha e em Chartres, recebeu formação como vitralista. Já na Bélgica e em França estudou a arte da tapeçaria. Até 1968 visitou países como a Áustria, a Suíça, a Holanda, a Noruega, a Suécia, a Finlândia, a Dinamarca, a Grécia, o Líbano, a Síria, Israel, a Turquia, o Chipre e a Inglaterra, tendo deixado obras em alguns deles.

Integrou o Grupo dos Independentes, uma associação de artistas da Escola portuense de Belas Artes, no âmbito do qual participou na organização das exposições deste coletivo (1943-1950).

O seu percurso artístico é caracterizado pela experimentação, o aperfeiçoamento técnico e a valorização do trabalho oficinal. Manifestando um gosto especial pela medievalidade e os seus valores, deu um contributo relevante para a renovação das técnicas do mosaico e do vitral. Para além dos trabalhos decorativos inseridos em diversos edifícios públicos, dedicou-se ainda à tapeçaria e à ilustração (selos e livros).

Foi sócio do Movimento de Renovação da Arte Religiosa, fundado em Lisboa (1953), que foi presidido pelo arq. por Nuno Teotónio Pereira.

Em 1990 foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Participou em inúmeras exposições individuais e coletivas.